quarta-feira, 7 de outubro de 2026

EXPEDIÇÃO À SERRA DO ARACÁ - AMAZONAS


MATÉRIA EM CONSTRUÇÃO 

 EXPEDIÇÃO À SERRA DO ARACÁ - AMAZONAS

Pesquisadores experientes, da USP, Universidade de São Paulo, estiveram na Serra do Aracá, no norte do Amazonas, coletaram cerca de 400 espécimes de répteis e anfíbios, pertencentes a mais de 25 espécies, junto de plantas e fungos.
Segundo o professor emérito do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Trefaut Rodrigues, líder da expedição, a maioria pode representar espécies novas 
(Veja vídeos da expedição, logo abaixo, com imagens da Agência Fapesp).

O professor Miguel Trefaut no informa que mais de quatrocentas espécies foram coletadas, entre répteis anfíbios todas de espécies inéditas que nunca foram documentadas. Trezentas amostras de sangue de vertebrados entre aves e mamíferos foram recolhidas para exames e estudos de parasitas.
A pesquisa abrange também solo e subsolo, fungos, bactérias, vermes, insetos e vírus, objetivo é levantar o DNA de todo solo daquele imenso meio ambiente.
O estudos palinológicos a serem desenvolvidos permitirão aos cientistas do presente e do futuro, pesquisarem e para reconstituir a história, também entre o que foi extinto ou em está fase desaparecimento.

Durante a própria expedição, a Agência FAPESP já havia relatado a coleta de um pequeno lagarto encontrado nas áreas abertas de arenito do platô e considerado pela equipe uma provável espécie nova e desconhecida.

Expedição encontra dezenas de possíveis novas espécies em montanha isolada na Amazônia 
 Foto: André Dib/ Agência Fapesp

Miguel Trefaut salienta, convicto, que muito material, ainda permanece na obscuridão do desconhecido, e que vai mesmo continuar assim até que outras expedições venham se ser realizadas, até mesmo por essa equipe. Aliás considerou as missões que já estiveram por aqui em séculos passados e que nas próximas estarão cientistas ávidos por novas descobertas que ajudam na catalogação e na atualização dos arquivos já existentes e preservados na FAPESP.

“Trabalho na Amazônia desde 1978, na maioria das vezes ao longo dos rios, que foram e continuam sendo a porta de entrada para amostrar a Amazônia. 
Sempre fazemos descobertas, mas nunca na quantidade e com a qualidade das que temos obtido explorando as montanhas com apoio do Exército”.

Expedição científica revela dezenas de possíveis novas espécies em montanha isolada na Amazônia 
Foto: André Dib / Agência Fapesp

Altitude Impõe Uma Barreira
Interessante frisar comparando com a expedição passada, em Serra do Imeri e Pico da Neblina, que as espécies encontradas não são as mesmas, estávamos a 1250 metros de altitude.

Isso, porém, não significa que o Aracá tenha uma fauna simplesmente compartilhada com as terras baixas.

“Contudo, ainda assim, o Aracá mantém endemismos de planície próprios, resultado do longo isolamento deste antigo, já o conjunto montanhoso do Escudo das Guianas, que abriga espécies muito antigas como também serve de palco para a formação de novas espécies”, afirma.

De acordo com o pesquisador, espécies típicas das altas montanhas não descem para as terras baixas. Por outro lado, algumas espécies da baixa Amazônia conseguem alcançar aproximadamente até a 800 metros de altitude.




Precisamos pedir ao Dr. Miguel mais informações sobre a cobra que foi recolhida a noite debaixo de muita chuva, ele já garantiu que é uma espécie nova e totalmente desconhecido pela humanidade. Muito interessante!
Garantiu, também que todo o material, espetacular, vai para a USP, mais especificamente para a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. É curioso sabermos que o Jardim Botânico de Missouri também solicitou material para desenvolverem pesquisas.
O pesquisador Alexandre Percequillo classifica essa expedição e o resultado aferido como legado duradouro para a ciência. Miguel Trefaut lamente que áreas como essas, recém visitadas estão sujeitas a mudanças drásticas se não forem protegidas pelo poder publico.
Muitas das informações que complementam essa matéria estarão veiculadas na Internet e em sites especializados. 


MONTANHAS.ECO

Deixamos aqui a recomendação para que os interessados no tema vasculhem tudo sobre essas pesquisas realizadas por Trefaut que a exemplo de Darwin, Bates, Waterton, Wallace e muitos outros, naturalistas que por aqui também pesquisaram, não vamos nos esquecer da mais recente visita da ilustre Margaret Mee, artista e botânica que nos visitou, na segunda metade do século passado, chegando no Brasil em 1952, ela se especializou na flora amazônica onde trabalhou arduamente, in loco. Sua obra mais importante, "Flores do Amazonas", tida como a mais bela impressa nas oficinas do Brasil, hoje raríssima e que composta por uma suíte de aquarelas que retratam orquídeas e bromélias encontradas na própria floresta. Mee foi praticamente a ultima se não umas das ultimas visitas de naturalistas na Floresta Amazônica.
Prezados leitores, vejam a importância de Dr. Miguel Trefaut, brasileiro que avança, continuando o trabalho iniciado por viajantes importantíssimos, que nos legaram obras preciosíssimas sobre a Floresta Amazônica.  
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